terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rio de Janeiro


Neste meu rio tão lindo

o sol nasce sorrindo e

se põe a chorar

quem nasce aqui

Quando tem que partir

vai só, porque a alma insiste em ficar

neste lugar foi que Deus com certeza

tirou diploma de mestre em beleza

a terra, o mar, o verde das matas

e a água caindo no véu das cascatas


O rio é eterna primavera

poesia mais sincera

e o mar beijando a terra


Rio de Janeiro

Deus abençoe o Rio de Janeiro

Deus tome conta do Rio de Janeiro

Mostra o caminho prá gente


Rio de Janeiro

Deus abençoe o Rio de janeiro

Deus tome conta do Rio de janeiro

Deus não se esqueça da gente


http://www.vagalume.com.br/marcelo-crivella/rio-de-janeiro.html#ixzz1l2K3MCdP

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Rio de Janeiro, fevereiro e março…



Quando leio reportagens sobre o Rio de Janeiro – a cidade mais visitada do Brasil – acho graça dos jornalistas que ficam tentando mostrar - “O Rio que ninguém conhece”. É mesmo muito difícil falar de um lugar que todo mundo (sambista, poeta, cronista e autor de novela) já cantou ou mostrou em verso e prosa. Ora, mas o que seria de uma visita à capital fluminense se não fossem o Arpoador, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o calçadão de Copacabana, os Arcos da Lapa, a Confeitaria Colombo, o Maracanã, a Candelária, a Floresta da Tijuca, o Mosteiro de São Bento, a Ilha Fiscal, aquele monte de praia (Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca e Grumari), o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor!
Não adianta: se você vem pela primeira vez a um lugar tem de confirmar todas as expectativas que encontrou nos guias e, hoje – mais precisamente – nos sites de turismo espalhados pela net. Se for a segunda visita volte àqueles pontos de que mais gostou na primeira. É no caminho que você acaba descobrindo as novidades. O Rio de Janeiro é suave, afetuoso, engraçado e tem, de fato, "um doce balanço a caminho do mar”. Não, ele não é diferente do que mostram nossos últimos filmes que ganharam prêmios mundo afora.

Existe o lado complicado, é verdade. Mas veja, estou sugerindo que você vá fazer turismo (entende-se por fazer turismo – entre outras coisas – algo como percorrer lugares que despertam interesse e curiosidade) e isso pode incluir até o famoso "Favela-Tour". A excursão antropológica mais inusitada que já vi é chamada de experiência educativa que busca uma perspectiva mais profunda da sociedade brasileira, segundo o criador do passeio, Marcelo Armstrong.

Então, como estava falando, acho graça dos jornalistas que tentam mostrar, a todo custo, lugares que ninguém nunca foi, viu ou ouviu falar – ainda mais quando o destino é um dos mais famosos do mundo. O detalhe é que eu sofro da mesma síndrome dos meus colegas de trabalho: fico tentando selecionar o que poderia ser surpreendente e inesquecível para você, sem me dar conta de que os pontos turísticos óbvios muitas vezes são os mais surpreendentes e inesquecíveis da viagem. 

Texto original de Silvia de Oliveira.

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